Imaruí
Enquanto o governador de Santa Catarina, Raimundo Colombo, tem a pretensão de procurar a administração municipal de Imaruí para estabelecer uma convivência mínima para chegar a um acordo quanto à construção da penitenciária, as providências contrárias são planejadas.
A liminar que havia suspendido a licença ambiental para a instalação da unidade foi cassada pelo Tribunal de Justiça do estado nesta quarta-feira. “Tomada esta decisão, vamos à prefeitura do município para avançarmos neste fim, fazer isto com diálogo, agora é uma questão de compreensão. Precisamos fazer a obra, que não é negativa para a cidade”, garante Colombo.
Conforme o governador, nos municípios que abrigam presídios não há prejuízos às comunidades. A mesma opinião não é compartilhada pelo prefeito de Imaruí, Manoel Viana, e a vice Elina Roussenq. Eles ‘batem o pé’ e não desejam o complexo carcerário.
Ao que parece, o entrave está longe de chegar ao fim. O alvará de construção expedido pela última gestão – que era favorável à construção – está suspenso e outras cinco ações sobre o assunto tramitam na comarca de Imaruí.
Nesta quarta-feira, o tribunal também negou recurso do Instituto de Políticas Públicas e Sociais de Imaruí. O órgão pretendia manter a licença ambiental suspensa. “O que eles falaram no julgamento demonstra a falta de conhecimento sobre o processo, pois não tinham certeza se o terreno para abrigar a penitenciária fica em Área de Preservação Permanente (APP). Agora, vamos aguardar a publicação do acórdão para decidirmos, pois cabe recurso”, declara o advogado do instituto, Rodrigo Brasiliense Vieira.
Episódio sem fim…
A novela da possível construção da penitenciária, em Imaruí, parece não ter fim. Muitos moradores da cidade não querem a unidade no município. O governo do estado atesta que o investimento poderá gerar emprego e renda e, com isto, o desenvolvimento econômico da cidade. Uma grande parcela da população acha que a criminalidade poderá crescer no município.

